segunda-feira, 13 de junho de 2011

Viva a santo Antônio!

Também conhecido como Santo Antônio de Lisboa.
Santo Antônio de Pádua, Doutor da Igreja, um franciscano chamado de "O Martelo dos Hereges" e o "Trabalhador Maravilhoso" e a "Arte Viva do Covenant".
Ele nasceu em Fernando Martin de Bulhom, no dia 15 de agosto 1195 em Lisboa, Portugal. Filho de um cavalheiro da corte do Rei Alfonso II, Martinho Bulhões e Maria Teresa Taveira. Em 1212 ele tornou-se um membro regular da Ordem de Santo Agostinho e foi educado em Coimbra em 1220. A chegada das relíquias de cinco mártires franciscanos de Marrocos em 1221 levou Santo Antônio a entrar para a ordem dos franciscanos. Ele foi em uma missão a Marrocos e ao voltar foi designado para atender ao Capítulo Geral da Ordem de Assis em 1221. Conhecido como um grande pregador com grande zelo e eloquência, Santo Antônio viajou pela Itália pela sua Ordem e assumiu várias posições administrativas.
De 1222 a 1224 Santo Antônio pregou contra os Catares, de 1224 a 1227 ele confrontou com os hereges Albigensianos. O Papa Gregório IX deu a ele ordem para por de lado todas os seus outros deveres, e continuar a sua pregação. Santo Antônio se fixou em Pádua, reformou a cidade, acabou com a prisão de devedores e ajudou os pobres. Em 1231 ele sofreu de exaustão e foi se recuperar em Campossanpietro. No seu retorno a Pádua ele não aguentou e acabou morrendo no convento das "Clarissas Pobres" em Arcella, em 13 de junho de 1231. Santo Antônio foi chamado o "Trabalhador Maravilha" pelos seus muitos milagres. Ele pregava para multidões na chuva. Ele foi saudado como um traumatologista após ter curado a perna de um homem que tinha sido seccionada e fez outro homem voltar a vida, para testemunhar em uma audiência de assassinato onde um inocente estava sendo considerado culpado.
Perto da morte de S. Antônio aparece-lhe o Menino Jesus na cela de Camposampiero.
Santo Antônio é o padroeiro de Pádua, de Lisboa, de Split, de Paderborn, de Hil-desheim, dos casais é um santo popular para encontrar itens perdidos. No Brasil é o santo casamenteiro e é invocado pelas moças solteiras para encontrar um noivo. O "dia dos namorados" no Brasil é celebrado na véspera de sua festa ou seja no dia 12 de junho.
Faleceu no dia 13-06-1231 em Arcella, nos arredores  de Pádua. Foi canonizado em 30-05-1232 pelo Papa Gregório IX em Espoleto (Úmbria), Itália.
Foi indicado Doutor da Igreja em 16-01-1946 por Pio XII com o título de "Doutor Evangélico".
Na arte litúrgica da igreja ele é mostrado como um franciscano e as vezes com o Menino Jesus.
O milagre dos peixes:
Santo António faz um sermão aos peixes, no rio Marecchia porque os homens de Rimini não o querem ouvir. Ao ver isto eles arrependem-se e dirigem-se para junto do santo, ouvindo o sermão.
O milagre do jumento:
Um herege não acreditava que Cristo de fato estava presente na Eucaristia. Santo Antônio diz que o jumento, pertencente ao homem, era menos teimoso e seria mais fácil convencê-lo. Ao ver a hóstia o jumento ajoelha-se.

Em 1236 fizeram o traslado do corpo do Santo. Foi possível encontrar a língua do Santo perfeitamente rosada no corpo já em decomposição. A língua ficou como relíquia lembrando que aquela língua anunciou a palavra de Deus ao mundo.
O santo casamenteiro:

Existe três versões:
1) Entre os Bascos, Santo Antonio  é considerado o santo que faz o “matchmaker” ou seja encontra os iguais ou seja santo que casa coisas iguais ou santo “casamenteiro”.
Ele seria o santo que fazia o sagrado encontro de duas pessoas ou o santo casamenteiro.  De acordo com o  costume relatado pelo  Rev. Francis X. Weiser  publicado em 1.958, as garotas Bascas faziam uma peregrinação no templo de Santo Antonio em Durango, no dia de sua festa, e oravam para ele  encontrar para elas, um “bom rapaz”.
Vale dizer que os rapazes bascos faziam a mesma jornada e ficavam do lado de fora do templo até as moças  terminarem as suas preces  e aí eles as tiravam para dançar. Weiser especula tambem que esta associação entre noivado e casamento  é inspirado porque temos varias imagens de Santo Antonio carregando um  “bebê ” (Menino Jesus) nos braços. 
2)Outra versão, muito contada pelos antigos, diz que uma jovem depois de fazer uma novena à Santo Antônio e não tendo encontrado noivo, zangada, jogou a estátua de Santo Antônio que tinha em seu oratório, pela janela e a mesma caiu na cabeça de um caixeiro-viajante que passava. Este gritou e ela  foi correndo ajuda-lo e levou-o para dentro e tratou de seu ferimento. Ele se apaixonou por ela e se casaram.
3)Conta-se que uma donzela não dispunha do dote para casar-se e, confiante, recorreu a Santo Antônio. Das mãos da imagem do Santo teria caído um papel com um recado a um prestamista (pessoa que empresta dinheiro a juros) da cidade, pedindo-lhe que entregasse à moça as moedas de prata correspondentes ao peso do papel. O prestamista obedeceu e pôs o papel num dos pratos da balança, colocando no outros as moedas. Os pratos só se equilibraram quando havia moedas suficiente para pagar o dote."

Sua festa é celebrada no dia 13 de junho.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Novidades!!!

Acesse a nossa galeria e veja as novidades que selecionamos pra você.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

FÉRIAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O Blog "O Elo Notícias" deseja a todos os seus leitores um ótimo Veraneio, uma temporada de descanso, de repor as energias para o próximo semestre.
Não se esqueça de visitar Jesus sacramentado, e participar da Missa. Lembre-se que Jesus não tira férias e Ele está esperando por você.
Até o mês que vem, estamos preparando novidades e muitas postagens. Aguardem.

sábado, 15 de maio de 2010

O Sacerdote e o ciberespaço

O Papa Bento XVI escolheu como tema “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: as novas mídias ao serviço da Palavra”, para a celebração do 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que ocorrerá no dia 16 de maio de 2010. Com esse tema e com a mensagem para o dia, o Santo Padre exorta todos os padres, no Ano sacerdotal, a utilizarem as novas tecnologias para anunciar o Evangelho. Estamos diante de novos modos de comunicar, novas linguagens que devem ser colocadas a serviço do anúncio da Boa-Nova de Jesus Cristo, sentido de nossas vidas.
O que a mensagem não sugere
Por certo a mensagem não quis incentivar nosso lado consumista e ávido por novidades, principalmente no que diz respeito às novas tecnologias. Não sugeriu que levássemos laptops para os altares, menos ainda que rezássemos a Liturgia das Horas em palms ou e-books, ou ainda que usássemos o Datashow, o PowerPoint em nossas homilias, a não ser em casos especialíssimos, diante de um público específico. Na realidade, esses aparelhos não se coadunam com a sobriedade e a simplicidade da liturgia e, quando usados, parece que se introduz algo de artificial em nossas celebrações.
Com certeza, o Papa também deve ter pensado e dado como descontado que o serviço sonoro em nossas assembleias, se não é dos melhores, não pode deixar a desejar, de tal modo que permita uma boa comunicação entre o celebrante e toda a assembleia, permitindo que a Palavra de Deus seja proclamada e explicada adequadamente.
Os migrantes da máquina de escrever
Além disso, cremos que o Papa tenha pensado nos padres “migrantes”, que com dificuldade emigraram das antigas máquinas para o computador, e que frequentemente usam o computador como uma máquina de escrever, e com dificuldade conseguem enviar e receber um e-mail. Essa situação é compreensível, porque o mundo digital, ao mesmo tempo que fascina, também espanta. Hoje em qualquer produto que se adquira, desde um simples relógio digital, um telefone celular, sem contar os produtos de tecnologia mais sofisticada, vem com um manual de instruções nada animador. Aprende-se o mínimo indispensável e não se explora, sendo otimista, nem metade dos recursos oferecidos pelas novas tecnologias. O Papa, no ano passado, dirigindo-se aos jovens católicos no 43º Dia Mundial das Comunicações Sociais, além de exortá-los a testemunharem a própria fé na rede, reconheceu que eles pertencem à  geração digital, e que eles se sentem à vontade no mundo digital, enquanto para nós adultos, “que tivemos de aprender a compreender e apreciar as oportunidades por esse mundo oferecidas à comunicação, muitas vezes tudo parece estranho”.
Novas tecnologias
Aqui vemos a necessidade de explicar, ainda que brevemente, o que se entende por novas tecnologias. Para algumas pessoas, talvez o emprego dessa expressão seja óbvio, não necessitando de maiores esclarecimentos, porém, para muita gente, não está bem clara a revolução que aconteceu na Comunicação Social, a partir dos anos 90 e se prolongando no  início  do século XXI.
As novas tecnologias utilizam o código binário zero e um (0-1), que serve para representar os números decimais e todas as letras do alfabeto. Cada número tem uma representação de sete dígitos, de zero a um, bem como cada letra do alfabeto. O sistema binário foi usado por grandes computadores que inicialmente serviram à guerra; basta lembrar que os grandes computadores da IBM estavam a serviço, na Segunda Guerra Mundial, tanto das forças Aliadas quanto do Terceiro Reich. Essa tecnologia passou depois da guerra para a administração, e foi largamente usada pelos bancos. Outra descoberta importante foi o chip, que nada mais é que um circuito integrado feito de pequena placa de silício (material semicondutor), um minúsculo componente que armazena uma enormidade de informações, que permitiu a redução do tamanho dos computadores e abriu caminho para as novas tecnologias. A tecnologia digital passou da guerra para a administração, e dela para a Comunicação Social. A linguagem digital e os circuitos integrados possibilitaram uma verdadeira revolução na Comunicação Social.  A partir de então, a fotografia, as produções cinematográficas, a música, os transmissores de rádio e televisão passaram a ser digitalizados. Como todos esses meios falam a mesma linguagem (linguagem digital), foi possível uma interação entre eles. O celular, além de atender e fazer ligações telefônicas, pode se transformar em aparelho receptor de rádio e de televisão, máquina fotográfica, numa tela de computador (desktop), e conectar-se à internet.
A Internet se constitui como uma rede internacional de comunicação realizada por computadores que proporcionam a transferência de dados para múltiplos usuários em todo o mundo. Qualquer pessoa pode ter acesso à Internet, basta para tanto ter um computador e estar conectado via modem a um telefone ou a um provedor de banda larga. A mobilidade celular e a Internet, com a comunicação de duas mãos (não só do emissor para o receptor – característica da comunicação massiva –, mas também do receptor para o emissor), criaram o espaço democrático na comunicação.
Nasce uma nova cultura
Assistimos ao nascimento de uma verdadeira revolução nos meios de comunicação social, um mundo novo é engendrado e o Papa o chamou de “continente digital”. É um mundo que cria uma nova cultura, que é a cultura da comunicação Essa cultura hoje é preexistente e precede qualquer conteúdo que se queira veicular. A Internet influi sobre o modo de pensar, e sobre os comportamentos, sejam eles pessoais ou coletivos. Pela internet, as pessoas se informam de maneira diferente, escrevem de modo diferente, trabalham com nova ferramenta, criam uma lógica também diferente, não mais a lógica do começo, meio e fim, mas uma lógica de associação de ideias e palavras-chave.  Com a web as antigas categorias de espaço e de tempo foram transformadas. O “clic” daqui e dali leva a uma fragmentação no conhecimento e torna volátil o que está escrito, porque o escrito jamais é definitivo, pode sempre ser modificado e assim como aparece, pode desaparecer. Novas linguagens, novas abreviaturas, fotos, áudio e vídeo constituem nova gramática de uma linguagem sempre em evolução.  A Internet é um instrumento e enquanto tal não é moral nem imoral. Tudo depende do uso que se faz desse instrumento. As redes digitais estreitam relacionamentos, criam fraternidade e solidariedade, promovem a paz, a justiça e os direitos humanos, compartilham o conhecimento que se torna um bem comum.
A mensagem papal
O grande desafio para a Igreja é evangelizar o “continente digital”, o que equivale a dizer que a Igreja deve estar presente de maneira qualificada na cultura da comunicação. Como estar presente na cultura da comunicação? Em primeiro lugar, conhecendo as características dessa nova cultura; em segundo, usando uma linguagem compreensível. Neste ponto, ocorrem normalmente dois problemas: a) a inteligência do povo é subestimada; b) a linguagem usada é uma linguagem hermética, supondo que todos conheçam a linguagem usada pela Igreja. Por fim, em terceiro lugar, assumindo a linguagem das mídias digitais. Um grande pecado da mídia da Igreja é a falta de profissionalismo e o uso inadequado da linguagem dos meios de comunicação social. Esse pecado já foi transferido para a internet, onde se veem poucos sites de qualidade e muitos que não passam de mera repetição dos boletins paroquiais e diocesanos, já de baixa qualidade. Muitos sites não respeitam a linguagem das novas tecnologias, são estáticos e desconhecem a interatividade.  O Papa pede que os sacerdotes se empenhem em exercer seu ministério sacerdotal entrando decididamente no ciberespaço, lembra “que a fecundidade do ministério sacerdotal deriva primariamente de Cristo encontrado e escutado na oração, anunciado com a pregação e o testemunho de vida, conhecido, amado e celebrado nos sacramentos da Santíssima Eucaristia e da Reconciliação”. Fala de um exercício de “diaconia à cultura”, e que os presbíteros devem dar “uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo das redes”.
Cremos que o Papa, com suas palavras, quer encorajar os presbíteros a afrontar o desafio de evangelizar o mundo digital com o mundo digital. Não se trata de um apelo para que todos os padres tenham um blog, trata-se sim de um apelo para que os presbíteros se circundem de leigos competentes para a implantação dos sites paroquiais e que também acompanhem de perto os leigos que estão se lançando ou já se lançaram na evangelização via internet. Se não se chega a evangelizar a rede, que pelo menos se evangelize com a rede.
Não podemos esquecer que a missa, como liturgia-sacramento e a homilia, por estar inserida nesse contexto do mistério eucarístico, não permite ao presbítero ensinar muita coisa sobre teologia e moral. Sabemos que o ensino religioso não vai muito além da catequese para crianças. Existe uma legião de leigos e leigas que pouco ou nada entendem, por exemplo, sobre a estrutura da Igreja católica apostólica romana, das principais verdades da fé, nem compreendem mais profundamente tudo o que diz respeito ao cristianismo. A maioria dos católicos deixa-se influenciar facilmente pelos meios de comunicação social que, muitas vezes, fazem questão de associar tudo que diz respeito à fé e à igreja ou religião com obscurantismo, dogmatismo etc.
Como defender o posicionamento moral da igreja sobre temas delicados numa homilia, em poucos minutos?
Por que não aproveitamos esses novos meios para divulgar o que temos de mais puro, verdadeiro e belo? Nossa liturgia é plena de símbolos, gestos e estímulos para os sentidos.  Temos uma infinidade de santos e santas que escreveram e a maioria de suas obras é inacessível para a maior parte de clero e dos fiéis. Tudo, excetuando-se a participação nos sacramentos, pode ser difundido pelos meios digitais. Existe um universo a ser compartilhado.
Os padres devem, à medida do possível, entrar nas redes através do twitter, orkut, youtube, myspace, facebook, dos fóruns, dos chats e do correio eletrônico. O ideal é cada paróquia constituir uma rede com seus paroquianos, e que o padre possa estar em contato com eles via Internet, lembrando sempre que a interatividade e a rapidez são o sucesso das novas tecnologias.
A Internet deveria também ser um espaço de e-learning (educação à distância), uma vez que a catequese dos católicos é fraca. Poderiam ser oferecidos cursos bíblicos, cursos de liturgia, catecismo pela internet. Os sacerdotes deveriam com rapidez responder às dúvidas dos seus paroquianos, quando elas surgem. Se bem empregadas, as novas tecnologias sem dúvida ajudarão muito na pré-evangelização, dizemos pré-evangelização porque a evangelização, como nos ensina a Igreja, não se reduz apenas ao anúncio da Boa-Nova, mas deve conduzir à participação sacramental, principalmente da Eucaristia, que se apresenta como fonte e ápice de toda a evangelização.
Pe. Manoel Conceição Quinta, SSP
(Fonte: CNBB)

Pastoral Digital

Fiquei em dúvida se chamaria esta nova forma de pastoral da comunicação de digital, do ciberespaço ou cibernética. Atualmente os termos envelhecem rapidamente. O tempo e os desenvolvimentos futuros dirão e escolherão os passos, caminhos e nomes para essa missão da comunicação nesta época.
Acredito que uma nova maneira de fazer pastoral de comunicação está sendo suscitada pela Igreja através da mensagem do Papa Bento XVI para o 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Como ocorre o Ano Sacerdotal, o tema tem essa referência, mas, sem dúvida, é dirigido a todos os católicos: “o sacerdote e a pastoral no mundo digital: as novas mídias a serviço da Palavra”. Como sempre acontece no Brasil, esse dia é celebrado no Domingo da Ascensão, este ano no dia 16 de maio de 2010.
Um grande passo foi dado. Havia na cabeça e no comportamento de muitos certo medo das novas mídias ou novas ferramentas de internet, por ser esse um território livre, onde há de tudo. É um medo infundado, pois se assim o fosse não poderíamos estar no ramos dos livros e das revistas porque existem muitos livros e revistas que não são recomendáveis para os cristãos e talvez nem para as pessoas de certa dignidade.
Estávamos presentes nesses meios com certa timidez e até mesmo com certo temor. Sabemos, porém, que os “digitais nativos” já utilizam essas mídias com desenvoltura e naturalidade incríveis e, quando cristãos, sabem utilizar muito bem tudo isso para um trabalho evangelizador. Podemos anunciar que o desejo da Igreja é que saibamos colocar as novas mídias a serviço da Palavra, ou seja, de Cristo, fazendo agora a pastoral digital ou no mundo digital.
A nossa Comissão Episcopal enviará às Dioceses cartazes e textos com os subsídios para bem celebrar esse dia em todas as comunidades e paróquias, aliás, é o único dia criado pelo Concílio Vaticano II. Isso está no documento Inter Mirifica, um dos dois mais antigos documentos emanados do Concílio. Ele inicia, além da série de importantes documentos para a renovação da Igreja na década de sessenta, também uma orientação para os novos tempos que estavam surgindo naquela época no campo dos meios de comunicação. A Igreja tem como missão evangelizar, ou seja, comunicar a morte e ressurreição de Jesus Cristo, que foi enviado pelo Pai para nos comunicar a Sua Vontade. Se o documento conciliar é apenas indicativo, ele abriu, no entanto, os caminhos para as diferentes situações que se seguiriam posteriormente. Cada ano, os Pontífices Romanos anunciam, na festa dos Arcanjos Gabriel, Rafael e Miguel, o tema anual e publicam o texto no dia da Festa de São Francisco de Sales.
Saudamos carinhosamente os que se dedicam a essa missão, e incentivamos para que o façam com ânimo sempre renovado – de levar todos os homens e mulheres a construírem uma sociedade justa e fraterna, além de alimentar a fé do nosso povo através de escritos, filmes, Power points e tantos outros meios. Quando, neste ano, tivermos a graça de criar a “Signis Brasil”, como filial da Signis Mundial, também ali deverá ter um setor para os portais de inspiração católica se filiarem, além das rádios, televisões, revistas, jornais e impressos. Atualmente temos ótimos portais de notícias ligados a grupos católicos que, além de passar os acontecimentos, formam, através de eventos e textos, as pessoas no caminho cristão. A grande questão é saber escolher a reta doutrina e aqueles que sabem construir a unidade na diversidade. Isso está entre outras iniciativas louváveis, somente para recordarmos das propostas que são colocadas diante de nossas telas de formação permanente da doutrina cristã, de anúncio da Palavra de Deus e de notícias acerca da vida da Igreja no Brasil e da vida das próprias dioceses, paróquias e comunidades.
Urge uma conversão pastoral de nossos presbíteros, como nos pede o Papa para o Dia Mundial das Comunicações, em colocar, como meta primeira de sua pastoral, a pastoral da comunicação e da acolhida, que hoje não pode prescindir de ser, também, da internet e dos meios correlatos.
Não tenho dúvidas de que a Igreja que peregrina no Brasil está fortemente amparada na vontade deliberada de dar especial apoio a todos os sites e meios eletrônicos que anunciem o Cristo Ressuscitado e que levem o homem e a mulher de nossos dias a buscar a santidade pelo conhecimento e pelo seguimento apaixonado pelo Redentor.
A todos uma bela e comprometedora celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais, e que isso ajude a criar ou incrementar ainda mais a Pastoral da Comunicação em nossas comunidades e abrir-nos para o diálogo com os comunicadores de nossa região.
Dom Orani João Tempesta
(Fonte: CNBB)